Omã ocupa 309.500 quilômetros quadrados no extremo sudeste da Península Arábica, onde faz fronteira com Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Iêmen e está voltado para o Mar Arábico e o Golfo de Omã, enquanto Musandam também se abre para o Estreito de Ormuz e o Golfo Pérsico. A Península de Musandam, ao norte, é separada do restante do país por território dos Emirados Árabes Unidos, enquanto o principal território nacional se estende para sul e oeste por um interior em grande parte árido. Mascate, a capital, fica na costa norte sob as Montanhas Hajar, um arco de maciços escarpados de calcário e ofiolito que inclui Jabal Shams, com cerca de 3.000 metros de altitude. Entre as montanhas e o mar, a planície costeira de Al Batinah sustenta algumas das áreas de povoamento e agricultura mais densas do país. Mais para o interior, planícies de cascalho e deserto pedregoso se fundem com as Areias de Sharqiyah e as margens do Rub al Khali, enquanto Dhofar, no sul, tem suas próprias escarpas montanhosas, planície costeira e paisagens influenciadas pela monção ao redor de Salalah.
O clima varia acentuadamente entre as terras baixas quentes de Omã, as elevadas montanhas do norte e o sul afetado pela monção. Mascate e grande parte da costa norte enfrentam verões muito quentes, com temperaturas diurnas frequentemente acima de 40 °C, enquanto o inverno é consideravelmente mais ameno; as áreas mais elevadas de Hajar podem ser cerca de 15 °C mais frias do que as terras baixas próximas. A maior parte do país recebe pouca chuva e de forma irregular, de modo que os wadis podem permanecer secos por longos períodos e ainda assim transportar enchentes repentinas destrutivas após tempestades intensas. Dhofar é a grande exceção: aproximadamente de meados de junho a setembro, o khareef traz nuvens baixas, garoa e condições mais frescas às encostas voltadas para o mar ao redor de Salalah, onde as temperaturas normalmente permanecem em torno de 20–28 °C. A escassez crônica de água é a restrição ambiental mais persistente. Dados do Banco Mundial para 2022 situam as retiradas de água doce acima dos recursos internos renováveis anuais de água doce, refletindo forte pressão sobre aquíferos e a importância da dessalinização e da irrigação cuidadosamente administrada. Essas condições tornam a variabilidade das chuvas, o esgotamento das águas subterrâneas, as inundações e a exposição costeira a tempestades restrições importantes ao povoamento, à agricultura e à infraestrutura.
Esses contrastes climáticos produzem ecossistemas que vão do deserto e de arbustos de acácia a habitats montanhosos, áreas úmidas costeiras, manguezais, comunidades de corais e encostas sazonalmente verdes de Dhofar. Paisagens protegidas conservam espécies adaptadas à aridez extrema, incluindo o órix-da-arábia, enquanto as costas do Mar Arábico e do Golfo de Omã sustentam importantes habitats marinhos; quatro espécies de tartarugas marinhas fazem ninhos nas praias omanenses. A agricultura concentra-se onde águas subterrâneas, nascentes, wadis ou irrigação projetada tornam o cultivo possível. Tamareiras caracterizam muitos oásis do norte, onde também se cultivam hortaliças, forragem e frutas; o microclima costeiro mais úmido de Dhofar favorece coqueiros e bananeiras. A tradição de irrigação aflaj, representada por cinco sistemas tombados pela UNESCO entre milhares ainda em uso, mostra como o povoamento permanente historicamente dependeu da gestão comunitária da água escassa. Esgotamento das águas subterrâneas, salinidade do solo, sobrepastoreio e pressão sobre habitats reforçam hoje a necessidade de agricultura e gestão da terra eficientes no uso da água.
A posição de Omã entre Arábia, Mesopotâmia, Irã, África Oriental e Sul da Ásia moldou sua história por milênios. Complexos arqueológicos em Bat, Al-Khutm e Al-Ayn documentam comunidades sedentárias e a construção de tumbas monumentais no terceiro milênio a.C., quando fontes cuneiformes se referiam a Magan, associada à Península de Omã, como uma importante fonte de cobre exportado para a Mesopotâmia e ligado a redes de troca mais amplas. O sul da Arábia desenvolveu uma geografia comercial diferente em torno do olíbano, colhido em Dhofar e transportado por redes de caravanas e marítimas. O islã chegou a Omã no século VII, e tradições religiosas e políticas ibaditas posteriormente se enraizaram profundamente, especialmente no interior, onde imãs em diferentes períodos exerceram autoridade distinta da dos governantes costeiros. Portos como Sohar e, mais tarde, Mascate conectavam produtores e comerciantes árabes à Pérsia, à Índia e à África Oriental. Forças portuguesas tomaram posições costeiras importantes no início do século XVI e mantiveram Mascate durante grande parte do século seguinte, mas seu controle permaneceu marítimo em vez de constituir uma conquista de todo o território; forças omanenses as expulsaram de Mascate em 1650.
Os governantes Ya‘aruba que sucederam à expulsão portuguesa expandiram o poder marítimo omanense pelo oeste do Oceano Índico, mas conflitos dinásticos no século XVIII abriram caminho para a intervenção persa antes de Ahmad bin Said estabelecer a dinastia Al Bu Said em 1744. Sob Said bin Sultan, no século XIX, Omã e Zanzibar formaram o núcleo de um império comercial que ligava portos árabes ao comércio da África Oriental; a separação política de Zanzibar após sua morte, em 1856, enfraqueceu esse sistema e ampliou a influência britânica. Omã, contudo, permaneceu formalmente soberano em vez de se tornar uma colônia britânica, enquanto tensões recorrentes entre o sultanato costeiro e um imamato ibadita no interior complicaram a consolidação do Estado. O século XX trouxe desenvolvimento petrolífero, conflitos sobre autoridade política e a rebelião de Dhofar, iniciada em 1962. Em 1970, o sultão Qaboos substituiu seu pai, ampliou a administração central e usou receitas de hidrocarbonetos para construir escolas, serviços de saúde, estradas e instituições estatais; forças governamentais derrotaram a insurgência de Dhofar em 1976. Omã ingressou nas Nações Unidas em 1971. Um Estatuto Básico foi promulgado pela primeira vez em 1996, e o Decreto Real 6/2021 emitiu um novo Estatuto Básico que rege a ordem constitucional contemporânea.
Os hidrocarbonetos ainda sustentam as finanças públicas e as exportações de mercadorias de Omã, mesmo com as atividades não ligadas a hidrocarbonetos respondendo hoje pela maior parte da produção doméstica. Análise do FMI publicada em 2026 estimou que os setores não ligados a hidrocarbonetos representam quase 70% do PIB, enquanto as receitas de hidrocarbonetos fornecem aproximadamente quatro quintos da receita fiscal, deixando o Estado exposto aos preços do petróleo e às decisões de produção. O PIB real cresceu 2,4% em 2025, após 1,6% em 2024. Manufatura, construção, logística, pesca, mineração, turismo e serviços empresariais são, portanto, centrais para a política de diversificação, com investimentos industriais concentrados em Sohar, Duqm e Salalah e ênfase crescente em energia renovável e hidrogênio verde. Estatísticas nacionais provisórias situam as exportações de mercadorias de 2025 em cerca de 23,3 bilhões de OMR e as importações em 17,2 bilhões de OMR; as exportações omanenses não petrolíferas foram de aproximadamente 6,7 bilhões de OMR. Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Índia foram os principais mercados para exportações não petrolíferas, enquanto Emirados Árabes Unidos, China e Índia estiveram entre as maiores origens das importações.
A população registrada de Omã chegou a 5.388.513 habitantes no fim de maio de 2026, segundo o Centro Nacional de Estatísticas e Informação, incluindo 3.059.421 omanenses e 2.329.092 expatriados. Esse total é substancialmente superior às 4.471.148 pessoas contadas no censo eletrônico de 12 de dezembro de 2020, ilustrando tanto o crescimento demográfico quanto a importância de uma grande força de trabalho migrante. O povoamento é muito desigual: extensas áreas de deserto e planalto permanecem pouco habitadas, enquanto a região metropolitana de Mascate, o corredor de Al Batinah, cidades-oásis do interior e a planície de Salalah concentram populações muito maiores. Dados do Banco Mundial baseados em estimativas da ONU situam a parcela urbana em cerca de 79% em 2025. Mascate é o centro político e o principal centro comercial; Salalah, Sohar, Nizwa e Sur são grandes centros regionais com funções administrativas ou econômicas distintas. O Estado divide-se em 11 governadorias e 61 wilayats, combinando instituições nacionais centralizadas com administração territorial em comunidades dispersas.
O árabe é o idioma oficial, enquanto o inglês é amplamente usado no comércio, na educação e na comunicação entre a força de trabalho multinacional de Omã. A paisagem linguística também inclui variedades regionais do árabe, idiomas do Sul da Ásia trazidos por grandes comunidades expatriadas e línguas de patrimônio e de comunidades como balúchi, kumzari, mehri e jibbali, que refletem vínculos mais antigos pelo Golfo, África Oriental e sul da Arábia. O islã é a religião do Estado; a maioria dos cidadãos omanenses é muçulmana, com a tradição ibadita historicamente predominante e comunidades sunitas e xiitas também estabelecidas. Comunidades hindus, cristãs, budistas e de outras religiões concentram-se principalmente entre residentes de origem estrangeira. A geografia cultural também reflete conexões em camadas: assentamentos aflaj e cidades fortificadas expressam a organização social do interior, Mascate e Sur preservam longas tradições marítimas, e a paisagem do olíbano em Dhofar registra intercâmbios com a Arábia e o Oceano Índico. Omã possui cinco propriedades do Patrimônio Mundial da UNESCO, todas culturais, incluindo o Forte de Bahla, a Terra do Olíbano e os Sistemas de Irrigação Aflaj.
O transporte rodoviário responde pela maior parte dos deslocamentos domésticos, com rodovias modernas ligando Mascate a Sohar e aos Emirados Árabes Unidos, Nizwa e o interior, Sur na costa leste e a longa rota para o sul em direção a Dhofar. A infraestrutura marítima é excepcionalmente importante: Salalah é um grande porto de transbordo no Mar Arábico, Sohar combina porto e indústria pesada no Golfo de Omã, e Duqm foi desenvolvido como porto de águas profundas e zona econômica especial na costa central do Mar Arábico. Os portos de Omã movimentaram mais de 107 milhões de toneladas de carga e mais de 4 milhões de TEU em 2024, segundo o ministério dos transportes. O Aeroporto Internacional de Mascate é a principal porta de entrada aérea, complementado por Salalah e pelos aeroportos regionais de Sohar e Duqm. Omã não possui uma ferrovia nacional em operação, mas a ligação ferroviária Hafeet, de 238 quilômetros, entre Sohar e Abu Dhabi está em construção. O acesso à eletricidade chegou a 100% em 2024 e o uso da internet a cerca de 95%, enquanto a geração solar e eólica se expande a partir de um sistema elétrico ainda dominado pelo gás natural.
A importância regional de Omã deriva mais da geografia do que da escala demográfica. Musandam domina o Estreito de Ormuz, uma passagem crucial para o transporte marítimo de hidrocarbonetos, enquanto Salalah e Duqm dão ao país grandes portos diretamente no Mar Arábico, fora do estreito; fronteiras terrestres com Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Iêmen o conectam às redes do Golfo e do sul da Arábia. Omã integra o Conselho de Cooperação do Golfo e as Nações Unidas e é membro da Organização Mundial do Comércio desde 2000. O país também cultivou um papel diplomático baseado na manutenção de relações de trabalho entre rivalidades regionais e na facilitação de negociações. Suas oportunidades de médio prazo estão em transformar a geografia portuária, zonas industriais, mineração, logística e investimentos em energia renovável em uma base produtiva mais ampla. As restrições estruturais incluem receitas dependentes de hidrocarbonetos, escassez de água, riscos climáticos, o custo de atender assentamentos dispersos e o desafio de ampliar o emprego no setor privado para cidadãos ao lado de uma grande força de trabalho expatriada. Seu peso futuro dependerá cada vez mais de converter acesso geográfico e continuidade institucional em diversificação econômica duradoura.