O Sudão ocupa cerca de 1,886 milhão de quilômetros quadrados no nordeste da África, estendendo-se do Saara até a faixa de savana e do Sahel central até um litoral de aproximadamente 853 quilômetros no Mar Vermelho. Faz fronteira com Egito e Líbia ao norte, Chade e República Centro-Africana a oeste, Sudão do Sul ao sul e Etiópia e Eritreia a leste. Cartum, na confluência dos rios Nilo Azul e Nilo Branco, é a capital nacional e, historicamente, o principal centro administrativo e comercial. O Nilo corre para o norte em direção ao Egito, enquanto o Atbara se junta a ele vindo das terras altas da Etiópia. Amplas planícies dominam grande parte do centro do Sudão; o Deserto da Núbia ocupa o norte, as colinas do Mar Vermelho se elevam no leste, os Montes Nuba interrompem as planícies de Kordofan do Sul e o vulcânico Jebel Marra, em Darfur, alcança cerca de 3.042 metros. Essa escala e variedade física tornam a água, a distância e o acesso limitações centrais para o povoamento e o transporte.

O clima do Sudão muda acentuadamente do norte para o sul porque o deslocamento sazonal da Zona de Convergência Intertropical traz chuvas de verão progressivamente mais longas e intensas em direção às latitudes mais baixas. As médias nacionais de longo prazo ocultam esse gradiente: fontes da FAO descrevem precipitação anual de aproximadamente 25 milímetros no extremo norte a cerca de 700 milímetros no sul, enquanto as terras altas de Jebel Marra podem receber substancialmente mais porque a elevação intensifica a precipitação local. Os desertos do norte registram temperaturas diurnas muito altas e pouca chuva confiável; as regiões centrais são semiáridas, com uma estação chuvosa curta geralmente concentrada entre junho e setembro; as áreas de fronteira no sul e partes de Darfur e Kordofan apresentam condições de savana mais úmidas. O litoral do Mar Vermelho é úmido, mas árido. Secas, chuvas irregulares e degradação da terra afetam a agricultura e os sistemas pastoris, enquanto tempestades sazonais intensas podem produzir inundações destrutivas ao longo de vales fluviais e uádis. A variabilidade climática, portanto, cria tanto escassez quanto excesso repentino, complicando a gestão da água, a produção de alimentos e os meios de subsistência rurais.

Do ponto de vista ecológico, o Sudão forma uma transição do deserto saariano e da vegetação arbustiva de semideserto para campos sahelianos e bosques de acácias, chegando a savanas mais ricas no sul, com ambientes montanhosos em Jebel Marra e nos Montes Nuba e sistemas de recifes de coral ao longo do Mar Vermelho. Dados do Banco Mundial situam a área florestal em cerca de 9,6 por cento da área terrestre em 2023, embora as definições de floresta e bosque variem. O Mar Vermelho inclui as áreas marinhas protegidas do Atol de Sanganeb e da Baía de Dungonab–Ilha Mukkawar, inscritas conjuntamente pela UNESCO por seus recifes de coral, pradarias marinhas, manguezais e biodiversidade marinha. A agricultura acompanha as chuvas e os sistemas fluviais: sorgo, milheto, gergelim e amendoim predominam em extensas áreas de sequeiro, enquanto a irrigação do Nilo e o esquema de Gezira sustentam cultivos como trigo, algodão e hortaliças. A criação de gado continua fundamental nas terras secas. Como áreas cultivadas, rotas de pastoreio e fontes sazonais de água se sobrepõem, secas, deslocamentos e expansão agrícola podem intensificar a competição pela terra e tornar a gestão ambiental inseparável dos meios de subsistência rurais.

A ocupação humana ao longo do médio Nilo remonta profundamente à pré-história, e o norte do Sudão tornou-se um dos grandes centros de formação de Estados do nordeste da África. O Reino de Kerma floresceu na Núbia durante o segundo milênio a.C., antes que a expansão egípcia incorporasse partes da região. Mais tarde, o Estado cuxita, centrado primeiro em Napata e depois em Meroé, desenvolveu uma tradição política e religiosa ligada ao Egito faraônico, mas distinta dele; a UNESCO data a fase napatana aproximadamente do século IX ao século III a.C. e a fase meroítica até o século IV d.C. Após o declínio de Meroé, reinos cristãos núbios, entre eles Nobátia, Macúria e Alódia, controlaram grande parte do corredor do Nilo por séculos. O islamismo e o árabe se difundiram gradualmente por comércio, migração, casamentos e mudanças políticas, e não por uma única conquista. No início da era moderna, o Sultanato Funj de Sennar dominava grande parte da região central do Nilo, enquanto o Sultanato de Darfur se desenvolveu como um importante Estado ocidental ligado ao comércio transaariano. Forças otomano-egípcias conquistaram grande parte do norte e do centro do Sudão a partir de 1820–21, impondo uma administração mais centralizada, tributação e incursões escravistas intensificadas que remodelaram as relações políticas.

A resistência ao domínio turco-egípcio culminou no levante mahdista iniciado em 1881, que estabeleceu um Estado independente após a tomada de Cartum em 1885. Forças anglo-egípcias derrotaram o Estado mahdista em Omdurman em 1898 e, a partir de 1899, o Sudão passou a ser governado sob o Condomínio Anglo-Egípcio, embora a autoridade britânica predominasse. A administração colonial construiu ferrovias, obras de irrigação e uma agricultura de exportação, ao mesmo tempo que governava as regiões de forma desigual e reforçava divisões políticas e econômicas que dificultaram a posterior construção do Estado. O Sudão tornou-se independente em 1º de janeiro de 1956, mas depois disso governos civis e regimes militares se alternaram. A primeira guerra civil entre norte e sul terminou com o Acordo de Adis Abeba de 1972; a retomada do conflito em 1983 levou ao Acordo de Paz Abrangente de 2005 e à independência do Sudão do Sul em 2011. Darfur havia entrado em um grande conflito a partir de 2003. Uma revolta popular encerrou, em 2019, as três décadas de governo de Omar al-Bashir, mas a transição foi interrompida pelo golpe de outubro de 2021. A guerra entre as Forças Armadas Sudanesas e as Forças de Apoio Rápido começou em 15 de abril de 2023; em 2026, o exército havia retomado Cartum, enquanto as RSF mantinham grande parte de Darfur, deixando o Estado dividido e o conflito sem solução.

A economia do Sudão reflete tanto sua ampla base agrícola quanto os repetidos choques políticos. A agricultura e a pecuária continuam centrais para o emprego, o abastecimento de alimentos e a renda rural, enquanto o ouro se tornou uma importante fonte de receitas de exportação e divisas. Gergelim, gado, goma-arábica e outros produtos agrícolas também são importantes, e Porto Sudão conecta essas exportações aos mercados do Golfo e da Ásia. O petróleo já transformou as finanças públicas, mas a secessão do Sudão do Sul em 2011 retirou a maior parte da produção petrolífera do antigo Estado unificado; depois disso, o Sudão manteve funções de refino, oleodutos e trânsito para parte do petróleo bruto sul-sudanês. A guerra atual danificou fábricas, bancos, fazendas, mercados e ligações de transporte e acelerou a desvalorização da moeda e a informalização. O Banco Africano de Desenvolvimento estima que o PIB real contraiu 13,5 por cento em 2024 antes de uma modesta recuperação de 1,2 por cento em 2025, enquanto a inflação permaneceu em cerca de 150,2 por cento em 2025. Assim, a recuperação agrícola localizada e a produção de ouro coexistem com capital destruído, alta dependência de importações, baixa arrecadação pública e grave insegurança das famílias.

O último censo nacional do Sudão foi realizado em 2008, quando o território correspondente à atual República do Sudão registrou cerca de 30,9 milhões de habitantes; nenhum censo completo posterior o substituiu. Estimativas do Banco Mundial baseadas nas Nações Unidas situam a população de 2025 em aproximadamente 51,7 milhões, com densidade média de cerca de 27 habitantes por quilômetro quadrado. O povoamento é muito mais concentrado do que essa média sugere. O corredor do Nilo, a região metropolitana de Cartum, a zona irrigada de Gezira e vários centros do leste, de Darfur e de Kordofan concentram populações densas, enquanto o deserto do norte é extremamente pouco povoado. Cerca de 35 por cento da população era classificada como urbana em 2025, mas os deslocamentos provocados pela guerra alteraram os padrões de povoamento mais rapidamente do que as estatísticas convencionais conseguem registrar. Cartum, Omdurman e Bahri formam o sistema metropolitano dominante; outras grandes cidades incluem Porto Sudão, Nyala, El Obeid, Kassala e Wad Medani. O Sudão está dividido em 18 estados, embora a guerra tenha reduzido drasticamente a uniformidade e o alcance prático das instituições estatais.

O árabe é o idioma dominante na vida pública nacional e a língua franca mais difundida, mas o Sudão é marcadamente multilíngue. As línguas núbias continuam importantes em partes do norte do Nilo; línguas beja são faladas no leste; fur, masalit, zaghawa e outras línguas são usadas em Darfur; e os Montes Nuba apresentam uma diversidade linguística excepcional. O inglês mantém um papel no ensino superior e na vida profissional. O islamismo é a religião majoritária, com predominância de tradições sunitas e influência histórica das ordens sufis na organização social; comunidades cristãs e seguidores de tradições religiosas locais também integram a paisagem social do país. As identidades culturais muitas vezes se sobrepõem, em vez de corresponderem de forma simples a categorias étnicas ou linguísticas. A literatura, a música e a cultura visual sudanesas se desenvolveram por meio de conexões com o Vale do Nilo, o Sahel, o Mar Vermelho e o mundo árabe, enquanto a arquitetura núbia, os estudos islâmicos, a poesia oral e as instituições culturais urbanas de Omdurman e Cartum mostram como tradições regionais interagiram dentro de um espaço nacional compartilhado, mas politicamente disputado.

As redes de transporte e energia são extensas em seu traçado, mas desiguais em suas condições. Uma avaliação do Banco Mundial de 2021 contabilizou cerca de 12.316 quilômetros na rede rodoviária nacional e aproximadamente 4.578 quilômetros de ferrovias, com o principal eixo ferroviário ligando Porto Sudão, via Atbara, a Cartum e com ramais em direção a centros de produção no norte, no centro e no oeste. As estradas transportam a maior parte da carga doméstica, mas a manutenção deficiente e a quantidade limitada de vias alimentadoras deixam muitas áreas rurais sazonalmente isoladas. Porto Sudão é a principal porta marítima para o comércio exterior e as importações humanitárias, enquanto o Aeroporto Internacional de Cartum retomou gradualmente as atividades após danos causados pela guerra; o aeroporto de Porto Sudão ganhou importância nacional muito maior durante o conflito. A energia hidrelétrica de Merowe, Roseires, Sennar e do sistema Alto Atbara–Setit fornece uma parcela importante da geração, ao lado de usinas termelétricas. Dados do Banco Mundial estimam o acesso à eletricidade em 66 por cento em 2024, mas essa medida não capta as interrupções causadas pela guerra, as redes danificadas e o colapso dos serviços. As telecomunicações são igualmente essenciais, mas vulneráveis a interrupções.

A importância mais ampla do Sudão decorre da interseção entre a Bacia do Nilo, o Mar Vermelho, o Sahel e o Chifre da África. Seu sistema fluvial conecta diretamente a política da água com Etiópia, Sudão do Sul e Egito; Porto Sudão liga uma vasta região interior às rotas marítimas do Mar Vermelho; e os oleodutos que atravessam o Sudão continuam importantes para as exportações de petróleo do Sudão do Sul. O país é membro do COMESA e retomou formalmente sua participação na IGAD em fevereiro de 2026, após suspendê-la durante a guerra, enquanto a diplomacia da União Africana, da Liga Árabe e das Nações Unidas continua central para os esforços de paz. A geografia também amplia a instabilidade: fluxos de refugiados, circulação de armas, comércio interrompido e insegurança alimentar se espalham pelos países vizinhos. Terras irrigáveis, pecuária, ouro, acesso ao Mar Vermelho e uma grande população jovem oferecem potencial econômico considerável, mas a recuperação de médio prazo depende menos da abundância de recursos do que da restauração de um acordo político nacional legítimo, de instituições funcionais, de corredores de transporte seguros e de acesso previsível a água, energia e mercados.

GEOGRAFIA · SOCIEDADE · CONTEXTO

Sudão: fatos, números e contexto

Geografia, população, economia, infraestrutura, natureza, cultura e principais lugares do Sudão são apresentados em 48 cartões escritos de forma independente em inglês. Cada cartão identifica sua data de referência, explica por que o fato é relevante e inclui um link para uma fonte verificável.

Bandeira do Sudão

Autoria e revisão editorial: Equipe Editorial da Travel S Helper

Última atualização e fontes verificadas:

CapitalCartumcentro político e administrativo
Populaçãoaproximadamente 51, 7 milhõesestimativa internacional, 2025
Área1.861.480 km²estimativa internacional, 2023
GDPaproximadamente 30 bilhões de dólares dos EUAestimativa internacional, 2025

Países vizinhos e localização

Uma orientação espacial concisa, não um mapa político de fronteiras.

O Egito fica ao norte e a Líbia a noroeste.Chade e República Centro-Africana fazem fronteira a oeste.SudãoO Sudão do Sul fica ao sul; Etiópia e Eritreia, a sudeste.No nordeste, o Sudão tem litoral no Mar Vermelho.

Indicadores selecionados

Os valores mais recentes disponíveis nas séries de dados citadas.

Crescimento populacional2, 4 %
2025, variação anual
Acesso à eletricidade55 %
2024, parcela da população
Uso da internet29 %
2024, parcela da população

6 fatos principais

Informações essenciais

Nome oficial, capital, idiomas, moeda e sistema de governo.

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Informações essenciaisEm 2026

Nome oficial

República do Sudão

República do Sudão é o nome usado em documentos oficiais e diplomáticos.

Nomes oficiais e termos administrativos facilitam a interpretação de mapas, endereços e documentos públicos sem reduzir o país a uma única imagem.

CIA World Factbook — Sudão
Informações essenciaisadministrative centre

Capital

Cartum

Cartum fica onde os rios Nilo Branco e Nilo Azul se encontram e continua sendo a capital constitucional. A guerra desde 2023 destruiu grandes partes da região urbana e transferiu muitas funções estatais para Porto Sudão.

Nomes oficiais e termos administrativos facilitam a interpretação de mapas, endereços e documentos públicos sem reduzir o país a uma única imagem.

CIA World Factbook — Sudão
Informações essenciaisOficial e uso cotidiano

Idiomas

Árabe e inglês como línguas de trabalho suprarregionais; muitas outras línguas

O árabe sudanês conecta muitas regiões. Línguas núbias, beja, fur, nuba, nilóticas e outras preservam história e identidade locais.

Nomes oficiais e termos administrativos facilitam a interpretação de mapas, endereços e documentos públicos sem reduzir o país a uma única imagem.

CIA World Factbook — Sudão
Informações essenciaisBasic practical information

Moeda, horário e código do país

Libra sudanesa (SDG) · UTC+2 · +249

Informações básicas úteis para pagamentos, compromissos e comunicações internacionais.

Nomes oficiais e termos administrativos facilitam a interpretação de mapas, endereços e documentos públicos sem reduzir o país a uma única imagem.

CIA World Factbook — Sudão
Informações essenciaisAdministrative division

Divisão administrativa

18 estados

Os estados se estendem do Vale do Nilo e do litoral do Mar Vermelho até Darfur e Kordofan; na prática, a administração e os serviços estão muito fragmentados devido à guerra.

Nomes oficiais e termos administrativos facilitam a interpretação de mapas, endereços e documentos públicos sem reduzir o país a uma única imagem.

CIA World Factbook — Sudão
Informações essenciaisPolitical system

Forma de governo

Estado fragmentado em guerra civil

Desde o colapso da transição e a guerra entre as Forças Armadas e as Forças de Apoio Rápido, não existe um governo constitucional em funcionamento em âmbito nacional.

Nomes oficiais e termos administrativos facilitam a interpretação de mapas, endereços e documentos públicos sem reduzir o país a uma única imagem.

CIA World Factbook — Sudão

6 fatos principais

Geografia

Área, relevo, águas, litoral e posição regional.

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Geografiaestimativa internacional, 2023

Área

1.861.480 km²

A área terrestre do Sudão na série de referência utilizada é de 1.861.480 km².

Em viagens reais, relevo, chuvas e condições das estradas costumam ser mais importantes do que a distância em linha reta.

CIA World Factbook — Sudão
GeografiaGeografia

Confluência do Nilo

Os rios Nilo Azul e Nilo Branco se encontram em Cartum.

O corredor fluvial sustenta cidades, irrigação e transporte através de áreas áridas.

Em viagens reais, relevo, chuvas e condições das estradas costumam ser mais importantes do que a distância em linha reta.

Encyclopaedia Britannica — Sudão
GeografiaGeografia

Deserto da Núbia

Um deserto rochoso e arenoso se estende entre o Nilo e o Mar Vermelho.

O povoamento acompanha uádis, minas e rotas antigas.

Em viagens reais, relevo, chuvas e condições das estradas costumam ser mais importantes do que a distância em linha reta.

Banco Mundial — visão geral do Sudão
GeografiaGeografia

Terras altas de Darfur

Jebel Marra é um maciço vulcânico com áreas de maior altitude mais frescas e úmidas.

Nascentes e solos férteis historicamente contrastaram com as terras baixas áridas.

Em viagens reais, relevo, chuvas e condições das estradas costumam ser mais importantes do que a distância em linha reta.

UNESCO — Patrimônio Mundial no Sudão
GeografiaGeografia

Savana de Kordofan

Planícies onduladas conectam o Sahel, terras cultiváveis e bosques produtores de goma.

As chuvas deslocam todos os anos a fronteira entre agricultura e pecuária.

Em viagens reais, relevo, chuvas e condições das estradas costumam ser mais importantes do que a distância em linha reta.

CIA World Factbook — Sudão
GeografiaGeografia

Costa do Mar Vermelho

Montanhas, planícies costeiras e recifes de coral formam uma extensa paisagem oriental.

Porto Sudão é o principal acesso marítimo.

Em viagens reais, relevo, chuvas e condições das estradas costumam ser mais importantes do que a distância em linha reta.

Ramsar — zonas úmidas no Sudão

6 fatos principais

Natureza e meio ambiente

Ecossistemas, áreas protegidas, espécies e pressões ambientais.

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Natureza e meio ambienteNatureza e meio ambiente

Sanganeb

A área da UNESCO protege um atol de coral remoto no Mar Vermelho.

Águas límpidas e paredes íngremes de recife sustentam grande diversidade marinha.

A proteção legal, por si só, não garante conservação nem acesso irrestrito; estação do ano, gestão e regras locais continuam importantes.

Banco Mundial — visão geral do Sudão
Natureza e meio ambienteNatureza e meio ambiente

Baía de Dungon

Pradarias marinhas, manguezais e ilhas fornecem habitat para dugongos e tartarugas.

A pesca e o desenvolvimento costeiro exigem gestão cuidadosa.

A proteção legal, por si só, não garante conservação nem acesso irrestrito; estação do ano, gestão e regras locais continuam importantes.

UNESCO — Patrimônio Mundial no Sudão
Natureza e meio ambienteNatureza e meio ambiente

Dinder

Savanas e rios sazonais formam um grande parque na fronteira com a Etiópia.

Guerra, pastoreio e caça dificultam a proteção.

A proteção legal, por si só, não garante conservação nem acesso irrestrito; estação do ano, gestão e regras locais continuam importantes.

CIA World Factbook — Sudão
Natureza e meio ambienteNatureza e meio ambiente

Bosques de goma

A Acacia senegal fornece goma-arábica na savana de sequeiro.

As árvores protegem o solo e geram renda fora da época de colheita.

A proteção legal, por si só, não garante conservação nem acesso irrestrito; estação do ano, gestão e regras locais continuam importantes.

Ramsar — zonas úmidas no Sudão
Natureza e meio ambienteNatureza e meio ambiente

Cheia do Nilo

As barragens alteraram profundamente o ciclo natural das cheias.

A irrigação ganhou previsibilidade, mas os sedimentos e os ecossistemas mudaram.

A proteção legal, por si só, não garante conservação nem acesso irrestrito; estação do ano, gestão e regras locais continuam importantes.

Banco Mundial — dados sobre o Sudão
Natureza e meio ambienteNatureza e meio ambiente

Danos da guerra à natureza

Deslocamentos, escassez de combustível e colapso da fiscalização aumentam a pressão sobre florestas e fauna silvestre.

Os danos ambientais são difíceis de medir plenamente durante um conflito.

A proteção legal, por si só, não garante conservação nem acesso irrestrito; estação do ano, gestão e regras locais continuam importantes.

Encyclopaedia Britannica — Sudão

6 fatos principais

População e sociedade

População, povoamento, idiomas, educação e saúde pública.

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População e sociedadeestimativa internacional, 2025

População

aproximadamente 51,7 milhões

A série utilizada estima a população em aproximadamente 51,7 milhões.

As médias nacionais podem ocultar grandes diferenças entre regiões, cidades, comunidades rurais, faixas etárias e níveis de renda.

CIA World Factbook — Sudão
População e sociedadeestimativa internacional, 2025

Crescimento populacional

2,4 % ao ano

A variação anual afeta diretamente a demanda por moradia, escolas, serviços de saúde, trabalho e transporte.

As médias nacionais podem ocultar grandes diferenças entre regiões, cidades, comunidades rurais, faixas etárias e níveis de renda.

CIA World Factbook — Sudão
População e sociedadeestimativa internacional, 2024

Expectativa de vida

aproximadamente 66 anos

Este indicador reúne condições de saúde e acesso a serviços básicos, mas não mostra de forma completa as diferenças internas.

As médias nacionais podem ocultar grandes diferenças entre regiões, cidades, comunidades rurais, faixas etárias e níveis de renda.

CIA World Factbook — Sudão
População e sociedadeSociedade

Deslocamento em massa

Milhões de pessoas estão deslocadas dentro e fora do país.

Famílias, escolas, serviços de saúde e redes urbanas foram desestruturados.

As médias nacionais podem ocultar grandes diferenças entre regiões, cidades, comunidades rurais, faixas etárias e níveis de renda.

UNESCO — Patrimônio Mundial no Sudão
População e sociedadeSociedade

Diversidade regional

Núbios, beja, fur, nuba, árabes e muitas outras comunidades têm histórias próprias.

As identidades se sobrepõem entre língua, profissão e lugar.

As médias nacionais podem ocultar grandes diferenças entre regiões, cidades, comunidades rurais, faixas etárias e níveis de renda.

CIA World Factbook — Sudão
População e sociedadeSociedade

Deslocamento urbano

Cartum era uma metrópole de milhões de habitantes antes dos combates em larga escala.

Porto Sudão e outras cidades receberam repentinamente população adicional e funções estatais.

As médias nacionais podem ocultar grandes diferenças entre regiões, cidades, comunidades rurais, faixas etárias e níveis de renda.

Ramsar — zonas úmidas no Sudão

6 fatos principais

Economia

Produção, emprego, comércio, finanças públicas e desenvolvimento.

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Economiaestimativa internacional, 2025

Produto interno bruto

aproximadamente 30 bilhões de dólares dos EUA

O PIB nominal foi estimado em aproximadamente 30 bilhões de dólares dos EUA no ano de referência.

O tamanho de um setor deve ser analisado junto com emprego, preços, importações, processamento local e distribuição de renda.

CIA World Factbook — Sudão
Economiaestimativa internacional, 2025

Crescimento econômico

em forte contração e mensurável apenas de forma limitada

Guerra, deslocamentos, paralisação da produção e administração dividida tornam os números econômicos nacionais excepcionalmente incertos.

O tamanho de um setor deve ser analisado junto com emprego, preços, importações, processamento local e distribuição de renda.

CIA World Factbook — Sudão
EconomiaEconomia

Agricultura

Sorgo, milheto, gergelim, trigo, algodão e gado formavam a base econômica.

A guerra interrompe o trabalho nos campos, os mercados e o transporte.

O tamanho de um setor deve ser analisado junto com emprego, preços, importações, processamento local e distribuição de renda.

CIA World Factbook — Sudão
EconomiaEconomia

Ouro

A extração artesanal e industrial gerou grande volume de divisas.

Contrabando, uso de mercúrio e controle armado reduzem os benefícios públicos.

O tamanho de um setor deve ser analisado junto com emprego, preços, importações, processamento local e distribuição de renda.

Ramsar — zonas úmidas no Sudão
EconomiaEconomia

Goma-arábica

O Sudão é um produtor importante para as indústrias alimentícia e farmacêutica.

Pequenos agricultores sustentam a cadeia, mas nem sempre recebem preços estáveis.

O tamanho de um setor deve ser analisado junto com emprego, preços, importações, processamento local e distribuição de renda.

Banco Mundial — dados sobre o Sudão
EconomiaEconomia

Economia de guerra

O controle sobre ouro, combustível, comércio e rotas de fronteira financia redes em conflito.

As contas nacionais formais mostram isso apenas parcialmente.

O tamanho de um setor deve ser analisado junto com emprego, preços, importações, processamento local e distribuição de renda.

Encyclopaedia Britannica — Sudão

6 fatos principais

Infraestrutura e conectividade digital

Eletricidade, telecomunicações, portos, aeroportos e transporte interno.

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Infraestrutura e conectividade digitalestimativa internacional, 2024

Acesso à eletricidade

55% da população

O conjunto de dados internacional citado estima o acesso em 55 %; esse número não indica o grau de confiabilidade do fornecimento.

A existência de uma rede não garante acesso contínuo, acessível financeiramente ou geograficamente uniforme a seus serviços.

CIA World Factbook — Sudão
Infraestrutura e conectividade digitalestimativa internacional, 2024

Uso da internet

29% da população

No ano mais recente coberto pela série citada, 29% da população usava a internet.

A existência de uma rede não garante acesso contínuo, acessível financeiramente ou geograficamente uniforme a seus serviços.

CIA World Factbook — Sudão
Infraestrutura e conectividade digitalInfraestrutura

Porto Sudão

O porto no Mar Vermelho movimenta a maior parcela do comércio exterior.

Devido à guerra, a cidade também assumiu funções diplomáticas e administrativas.

A existência de uma rede não garante acesso contínuo, acessível financeiramente ou geograficamente uniforme a seus serviços.

Ramsar — zonas úmidas no Sudão
Infraestrutura e conectividade digitalInfraestrutura

Irrigação de Gezira

Um enorme sistema de canais entre os rios Nilo Azul e Nilo Branco sustenta a agricultura.

A manutenção e o conflito determinam quanto da terra é efetivamente utilizada.

A existência de uma rede não garante acesso contínuo, acessível financeiramente ou geograficamente uniforme a seus serviços.

Banco Mundial — dados sobre o Sudão
Infraestrutura e conectividade digitalInfraestrutura

Pontes do Nilo

As pontes conectavam as três partes urbanas da Grande Cartum.

Os combates e os danos afetaram seu funcionamento e sua segurança.

A existência de uma rede não garante acesso contínuo, acessível financeiramente ou geograficamente uniforme a seus serviços.

Encyclopaedia Britannica — Sudão
Infraestrutura e conectividade digitalInfraestrutura

Energia e telecomunicações

Redes e usinas de energia estão muito danificadas ou têm acesso irregular.

Geradores locais e conexões por satélite suprem lacunas a um custo elevado.

A existência de uma rede não garante acesso contínuo, acessível financeiramente ou geograficamente uniforme a seus serviços.

Banco Mundial — visão geral do Sudão

6 fatos principais

Viagens e destinos

Cidades, paisagens, patrimônio e condições práticas no local.

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Viagens e destinosViagens

Cartum

Museus, mercados e a confluência eram importantes locais de visitação.

A guerra e a recomendação de não viajar impedem o planejamento turístico normal.

Transporte, permissões, clima e orientações oficiais de viagem devem ser verificados novamente pouco antes da partida.

Banco Mundial — dados sobre o Sudão
Viagens e destinosViagens

Meroé

Pirâmides e templos remetem ao Reino de Cuxe.

A conservação e o acesso precisam ser oficialmente reconfirmados após o conflito.

Transporte, permissões, clima e orientações oficiais de viagem devem ser verificados novamente pouco antes da partida.

Encyclopaedia Britannica — Sudão
Viagens e destinosViagens

Jebel Barkal

A montanha sagrada e as ruínas formavam uma área central de Napata.

Uma visita só é concebível quando as condições de segurança e gestão permitirem.

Transporte, permissões, clima e orientações oficiais de viagem devem ser verificados novamente pouco antes da partida.

Banco Mundial — visão geral do Sudão
Viagens e destinosViagens

Suakin

Ruínas de pedra coralina mostram um porto histórico do Mar Vermelho.

A restauração é frágil e visitas regulares atualmente não se justificam.

Transporte, permissões, clima e orientações oficiais de viagem devem ser verificados novamente pouco antes da partida.

UNESCO — Patrimônio Mundial no Sudão
Viagens e destinosViagens

Recifes do Mar Vermelho

Anteriormente, os recifes atraíam mergulhadores para o litoral.

As condições atuais de segurança e a disponibilidade operacional têm prioridade absoluta.

Transporte, permissões, clima e orientações oficiais de viagem devem ser verificados novamente pouco antes da partida.

CIA World Factbook — Sudão
Viagens e destinosViagens

Jebel Marra

Terras altas vulcânicas e vilarejos formam uma paisagem singular de Darfur.

O conflito prolongado torna inseguras as visitas turísticas.

Transporte, permissões, clima e orientações oficiais de viagem devem ser verificados novamente pouco antes da partida.

Ramsar — zonas úmidas no Sudão

6 fatos principais

Cultura e cotidiano

Patrimônio vivo, alimentação, música, saberes e costumes sociais.

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Cultura e cotidianoCultura

Música núbia

Alaúde, percussão e canto carregam línguas e memórias ao longo do Nilo.

Artistas da diáspora mantêm o repertório vivo.

A cultura viva pertence, antes de tudo, às comunidades que a preservam e a transformam, não ao marketing turístico.

Encyclopaedia Britannica — Sudão
Cultura e cotidianoCultura

Haqiba

O canto urbano de Omdurman do início do século XX influenciou a música sudanesa moderna.

A poesia e o canto coral são centrais.

A cultura viva pertence, antes de tudo, às comunidades que a preservam e a transformam, não ao marketing turístico.

Banco Mundial — visão geral do Sudão
Cultura e cotidianoCultura

Rituais do café

Em comunidades do leste e de outras regiões, o café marca a hospitalidade e a conversa.

O preparo e as denominações variam conforme a região.

A cultura viva pertence, antes de tudo, às comunidades que a preservam e a transformam, não ao marketing turístico.

UNESCO — Patrimônio Mundial no Sudão
Cultura e cotidianoCultura

Henna

Os padrões acompanham casamentos e outros momentos de transição.

A forma e o significado mudam conforme a moda e a comunidade.

A cultura viva pertence, antes de tudo, às comunidades que a preservam e a transformam, não ao marketing turístico.

CIA World Factbook — Sudão
Cultura e cotidianoCultura

Culinária

Kisra, asida, ful, ensopados e gergelim refletem o Nilo, o Sahel e o Mar Vermelho.

A guerra e os deslocamentos influenciam a disponibilidade de alimentos e as práticas culinárias.

A cultura viva pertence, antes de tudo, às comunidades que a preservam e a transformam, não ao marketing turístico.

Ramsar — zonas úmidas no Sudão
Cultura e cotidianoCultura

Poesia e história oral

Tradições árabes e não árabes preservam genealogia, sátira e comentários políticos.

Gravações e redes sociais oferecem novas formas de circulação.

A cultura viva pertence, antes de tudo, às comunidades que a preservam e a transformam, não ao marketing turístico.

Banco Mundial — dados sobre o Sudão

6 períodos

Momentos marcantes da história

Uma breve cronologia de processos importantes para compreender o país atual.

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  1. Reinos núbios

    Kerma e Cuxe construíram Estados ao longo do Nilo com conexões africanas e mediterrâneas.

  2. Impérios núbios cristãos

    Nobátia, Macúria e Alódia controlaram longos trechos do Nilo.

  3. Islamização e sultanatos regionais

    Funj, Darfur e outras potências moldaram o comércio, a religião e a política.

  4. condomínio anglo-egípcio

    A administração colonial desenvolveu projetos no Nilo e aprofundou desigualdades regionais.

  5. Independência, golpes de Estado e guerras civis

    Regimes militares e conflitos acabaram levando à secessão do Sudão do Sul.

  6. Revolução, transição fracassada e guerra

    Protestos civis derrubaram Omar al-Bashir, mas forças de segurança rivais iniciaram uma guerra devastadora em 2023.

8 fontes principais

Fontes e limitações dos dados

Bases de dados oficiais e obras de referência consolidadas utilizadas para compilar este bloco sobre o país em inglês.

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Os números podem variar devido a revisões, métodos nacionais e mudanças rápidas. Por isso, o ano de referência é mencionado para cada indicador variável.

Acesso, saúde, transporte, segurança e a acessibilidade de lugares específicos podem mudar. Consulte informações oficiais pouco antes da partida.