A Costa do Marfim, internacionalmente apresentada como Côte d’Ivoire, ocupa 322.462 quilômetros quadrados da África Ocidental, no Golfo da Guiné. Faz fronteira com Libéria e Guiné a oeste, Mali e Burkina Faso ao norte e Gana a leste, enquanto sua borda sul se abre para o Atlântico por uma zona costeira baixa de lagoas, estuários e cordões arenosos. Yamoussoukro, no interior centro-sul, é a capital política, mas Abidjan continua sendo a maior cidade, o centro comercial e a principal porta de entrada marítima. Grande parte do país é formada por planícies e planaltos, com o terreno mais elevado concentrado em direção às fronteiras com Libéria e Guiné. Ali, as terras altas ocidentais se fundem com as Terras Altas da Guiné e o maciço do Monte Nimba, que alcança 1.752 metros. Quatro grandes sistemas fluviais que correm para o sul organizam boa parte da paisagem: o Cavally, perto da fronteira com a Libéria, o Sassandra, o Bandama e o Comoé. O Bandama é represado no Lago Kossou, enquanto a Lagoa Ébrié influenciou fortemente o crescimento e a geografia dos transportes de Abidjan.

O clima muda de forma acentuada da costa úmida para o norte sazonalmente seco, em vez de seguir um único padrão tropical. Dados climáticos históricos de 1995–2014 indicam temperatura média nacional de cerca de 26,3 °C e precipitação média anual de aproximadamente 1.280 milímetros, mas esses números ocultam variações regionais consideráveis. Distritos do sul e sudoeste recebem chuvas mais intensas, com um regime chuvoso amplamente bimodal interrompido por um período seco mais curto no meio do ano, enquanto as áreas do norte geralmente têm uma estação chuvosa dominante seguida por um período seco mais longo. Esses padrões refletem o movimento sazonal da Zona de Convergência Intertropical entre o ar úmido do Atlântico e o ar continental seco de nordeste; durante a estação seca no norte, ventos do harmatã podem levar ar quente e carregado de poeira para o sul a partir do Saara e do Sahel. A altitude torna as montanhas ocidentais um pouco mais frescas e úmidas do que as terras baixas ao redor. As pressões climáticas interagem cada vez mais com os assentamentos e o uso da terra: chuvas irregulares e calor afetam a agricultura, enquanto a rápida expansão urbana aumenta a exposição a inundações e deslizamentos, e assentamentos costeiros de baixa altitude enfrentam erosão e riscos relacionados à elevação do nível do mar.

Esse gradiente climático produz uma transição clara da floresta tropical da Alta Guiné para savanas arborizadas e abertas. Florestas densas perenes e semidecíduas já cobriram grande parte do sul, sustentando cacau, café, borracha, dendê e outras culturas de zona úmida; mais ao norte, bosques e savanas favorecem castanha de caju, algodão, milho, pecuária e um calendário agrícola sazonal diferente. A expansão agrícola também tem sido o principal vetor de longo prazo da perda florestal. Dados do Banco Mundial derivados de estatísticas florestais internacionais situaram a área florestal em 7,9 % do território nacional em 2023, ilustrando a escala da transformação, enquanto programas ligados ao cacau enfatizam cada vez mais agrofloresta, recuperação de propriedades e produção livre de desmatamento. O Parque Nacional de Taï conserva uma grande extensão da floresta tropical da Alta Guiné; o Parque Nacional de Comoé cobre cerca de 1,15 milhão de hectares no nordeste e protege uma transição excepcionalmente ampla entre floresta e savana, moldada em parte pelo rio Comoé; e a Reserva Natural Integral do Monte Nimba, transfronteiriça, contém floresta montana, campos e espécies endêmicas de distribuição muito localizada. Proteger esses ecossistemas é importante não apenas para a biodiversidade, mas também para a estabilidade das bacias hidrográficas, os solos e a produtividade de longo prazo de uma economia agrícola dependente de chuvas confiáveis.

A moderna Côte d’Ivoire não teve uma única história política pré-colonial. Comunidades florestais no sul e oeste, Estados e chefaturas de língua akan no leste e centro e sociedades de línguas mandé e gur mais ao norte participavam de diferentes sistemas políticos e comerciais. Comerciantes de longa distância, especialmente redes dyula, conectavam os mercados do norte ao Sudão Ocidental e difundiam o islamismo e a cultura comercial mandé para o sul. Entre os Estados mais conhecidos estavam Kong, importante centro comercial do norte, Gyaaman no nordeste e entidades políticas akan associadas aos Anyi e Baoulé. Durante o século dezenove, guerras associadas ao Estado de Wassoulou de Samori Touré transformaram partes do interior setentrional justamente quando a competição europeia se intensificava ao longo da costa. A França estabeleceu relações de protetorado em torno de Assinie e Grand-Bassam na década de 1840 e constituiu formalmente Côte d’Ivoire como colônia em 1893. A ocupação francesa então avançou para o interior por meio de tratados e conquista militar, enfrentando resistência prolongada, inclusive das forças de Samori e de numerosas comunidades locais. A incorporação colonial, portanto, representou uma reordenação política coercitiva de sociedades cujas redes comerciais e afiliações territoriais há muito se estendiam através do que se tornaram fronteiras internacionais.

O domínio francês vinculou a colônia mais estreitamente a uma economia de exportação cada vez mais baseada em cacau, café, madeira e agricultura de plantation, sustentada por infraestrutura projetada para levar commodities à costa e por sistemas de trabalho que incluíam coerção e migração em grande escala de territórios vizinhos. O desenvolvimento de Abidjan e a ferrovia para o norte, em direção ao Alto Volta, atual Burkina Faso, ajudaram a deslocar o centro de gravidade econômico para o corredor portuário emergente. Após a Segunda Guerra Mundial, a organização política se acelerou sob Félix Houphouët-Boigny e o Partido Democrático da Côte d’Ivoire, enquanto o trabalho forçado foi abolido e a representação colonial se ampliou. A independência ocorreu em 7 de agosto de 1960. Houphouët-Boigny governou até 1993, presidindo uma relação estreita com a França, migração regional de trabalhadores e décadas de rápida expansão impulsionada pelas exportações de cacau e café. A queda dos preços das commodities, a dívida e as pressões da sucessão política enfraqueceram esse modelo a partir da década de 1980. Disputas sobre cidadania, terra, migração e elegibilidade política se tornaram cada vez mais tensas na década de 1990; um golpe militar em 1999 foi seguido por rebelião e divisão territorial de facto a partir de 2002, e a contestada eleição presidencial de 2010 desencadeou um grave conflito pós-eleitoral em 2010–11. A reconstrução posterior restaurou a administração nacional e a infraestrutura, mas inclusão política, reconciliação e confiança institucional continuam importantes.

A Côte d’Ivoire moderna possui uma das maiores e mais diversificadas economias da África Ocidental francófona, embora a agricultura e as exportações de commodities ainda exerçam influência excepcional. Dados do Banco Mundial situaram o PIB nominal em cerca de US$ 100 bilhões em 2025 e o crescimento real em 6,5 % naquele ano, após crescimento de 6,0 % em 2024. O país continua sendo o maior produtor mundial de cacau e um grande produtor de castanha de caju, enquanto borracha natural, ouro, derivados de petróleo, óleo de palma, algodão e frutas tropicais ampliam a base exportadora. Em 2023, os grãos de cacau, sozinhos, representaram cerca de um quinto das exportações de mercadorias em valor, enquanto cacau processado, borracha natural e castanha de caju também foram categorias importantes de exportação. A União Europeia foi o maior mercado de exportação como bloco, enquanto Estados vizinhos da África Ocidental compraram produtos manufaturados, alimentos e combustíveis. A política busca cada vez mais capturar mais valor internamente por meio do processamento de cacau e castanha de caju e de outras atividades agroindustriais. A energia offshore também ganhou importância, especialmente com o desenvolvimento do campo de petróleo e gás Baleine. Ainda assim, um forte crescimento macroeconômico não elimina fragilidades estruturais. O emprego informal continua amplo, as diferenças regionais de renda são acentuadas e o bem-estar das famílias permanece vulnerável aos preços dos alimentos, aos rendimentos agrícolas e às flutuações dos mercados globais de commodities.

Crescimento populacional, imigração e urbanização remodelaram o país tão profundamente quanto a agricultura de exportação. O Recenseamento Geral da População e Habitação de 2021 contou 29.389.150 habitantes, enquanto dados do Banco Mundial situaram a população em cerca de 31,9 milhões em 2024 e aproximadamente 33 milhões em 2025. O censo de 2021 constatou que mais da metade dos habitantes vivia em áreas urbanas, refletindo a expansão não apenas de Abidjan, mas também de Bouaké, San Pedro, Korhogo, Daloa e outros centros regionais. A Côte d’Ivoire tem uma população estrangeira residente excepcionalmente grande: o censo registrou aproximadamente 6,4 milhões de cidadãos estrangeiros, em sua maioria ligados à migração de longa data na África Ocidental, e muitos deles haviam nascido no próprio país. Os burquinenses formavam, de longe, a maior nacionalidade dentro dessa população, seguidos pelos malineses. Essa história demográfica é inseparável de uma economia de plantações que atraiu mão de obra saheliana por gerações e tornou menos nítidas as distinções entre nacionalidade, local de nascimento e identidade cultural. A administração territorial também possui várias camadas, com regiões, departamentos, subprefeituras e comunas funcionando ao lado de estruturas de distritos autônomos; Abidjan e Yamoussoukro têm status administrativo distinto dentro desse sistema.

O francês é o idioma oficial e predomina na administração estatal, na educação formal e em grande parte da mídia nacional, mas a vida linguística cotidiana é substancialmente mais diversa. Dezenas de idiomas indígenas pertencem principalmente aos ramos kwa, gur, kru e mandé da família Níger-Congo. Baoulé e Anyi se destacam entre os idiomas relacionados ao akan no centro e leste; idiomas senufo são importantes no norte; bété e outros idiomas kru têm bases fortes no oeste e sudoeste; e o dioula funciona amplamente como língua franca comercial e inter-regional, especialmente nos mercados e redes de transporte do norte. Abidjan também gerou o nouchi, uma forma de fala urbana construída em grande parte sobre o francês, mas que incorpora vocabulário e expressões de vários idiomas marfinenses e se tornou influente na cultura popular. A geografia religiosa reflete uma sobreposição histórica semelhante, com populações muçulmanas e cristãs expressivas ao lado de comunidades menores que mantêm outras tradições religiosas. A vida artística atravessa essas categorias, das tradições escultóricas baoulé e senufo e formas arquitetônicas regionais à literatura moderna, artes visuais e culturas musicais urbanas de zouglou e coupé-décalé. Os padrões culturais, portanto, refletem uma interação contínua entre comunidades moldadas pelo comércio, pela migração, pela religião e pelo rápido crescimento urbano.

A infraestrutura de transporte reflete tanto o domínio econômico de Abidjan quanto os esforços contínuos para conectar de forma mais eficaz as regiões agrícolas e os centros urbanos secundários. Documentos recentes de planejamento governamental situam a rede rodoviária acima de 80.000 quilômetros, com apenas uma minoria pavimentada, o que mantém a manutenção e o acesso durante todo o ano como limitações fora dos corredores principais. A principal rodovia em direção ao norte e a ferrovia de bitola métrica seguem de Abidjan pelo interior central e setentrional rumo a Burkina Faso, enquanto corredores leste-oeste ligam o país a Gana, Guiné e Libéria. O porto de Abidjan é o principal ativo logístico: números oficiais do porto mostram tráfego líquido de 46,9 milhões de toneladas e cerca de 1,7 milhão de TEU em contêineres em 2025, após uma grande expansão dos terminais. San Pedro oferece uma segunda saída em águas profundas, especialmente importante para o interior agrícola e mineral do oeste. O Aeroporto Internacional Félix-Houphouët-Boigny, em Abidjan, é a principal porta de entrada aérea, complementada por aeroportos regionais. O acesso à eletricidade e a conectividade digital se expandiram, mas as disparidades entre áreas urbanas e rurais continuam significativas. A Côte d’Ivoire também está integrada ao West African Power Pool, permitindo intercâmbios transfronteiriços de eletricidade que reforçam seu papel energético regional.

A importância regional da Côte d’Ivoire decorre da combinação de escala econômica, infraestrutura costeira e conexões profundas com o interior saheliano. O país pertence tanto à Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental quanto à União Econômica e Monetária da África Ocidental, cujos membros compartilham o franco CFA da África Ocidental emitido pelo BCEAO; Abidjan também abriga a sede do Banco Africano de Desenvolvimento. Os portos do país, o corredor de transporte em direção ao norte e a rede elétrica fazem com que acontecimentos na Côte d’Ivoire tenham consequências práticas para o comércio e o fornecimento de energia muito além de suas fronteiras, especialmente para os Estados sem litoral ao norte. Ao mesmo tempo, a insegurança em partes do Sahel central tornou a fronteira norte mais importante para as políticas nacionais de segurança e desenvolvimento. As oportunidades de médio prazo estão em avançar das exportações agrícolas brutas para o processamento de cacau, castanha de caju e alimentos, ampliar serviços de energia e logística, desenvolver de forma responsável hidrocarbonetos offshore e recursos minerais e melhorar as conexões entre Abidjan e cidades secundárias. As principais limitações são estruturais: criar empregos produtivos para uma população em rápido crescimento, reduzir a desigualdade territorial, manter uma infraestrutura intensamente utilizada, restaurar florestas preservando a renda agrícola, adaptar cidades e agricultura às pressões climáticas e preservar a inclusão política. A eficácia com que essas questões forem administradas determinará se o forte crescimento agregado será convertido em resiliência social e econômica mais ampla.

GEOGRAFIA · SOCIEDADE · CONTEXTO

Costa do Marfim: fatos, números e contexto

Geografia, população, economia, infraestrutura, natureza, cultura e principais lugares da Costa do Marfim são apresentados em 48 cards escritos de forma independente em inglês. Cada card identifica sua data de referência, explica por que o fato é relevante e traz um link para uma fonte verificável.

Bandeira da Costa do Marfim

Autoria e revisão editorial: Equipe editorial do Travel S Helper

Última atualização e fontes verificadas:

Capital oficialYamoussoukro; Abidjan é o centro econômicocentro político e administrativo
Populaçãocerca de 32, 7 milhõesBanco Mundial, 2025
Área322.463 km²Banco Mundial, 2023
GDPcerca de 100 bilhões de dólares dos EUABanco Mundial, 2025

Países vizinhos e localização

Uma orientação espacial concisa, não um mapa político de fronteiras.

Libéria e Guiné ficam a oeste.Mali e Burkina Faso fazem fronteira ao norte.Côte d’IvoireGana fica a leste.O Golfo da Guiné forma a costa sul.

Indicadores selecionados

Os valores mais recentes disponíveis nas séries de dados citadas.

Crescimento populacional2, 5 %
2025, variação anual
Acesso à eletricidade72 %
2024, parcela da população
Uso da internet46 %
2024, parcela da população

6 fatos principais

Informações essenciais

Nome oficial, capital, idiomas, moeda e sistema de governo.

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Informações essenciaisEm 2026

Nome oficial

República da Costa do Marfim

República da Costa do Marfim é o nome usado em documentos oficiais e diplomáticos.

Nomes oficiais e termos administrativos facilitam a interpretação de mapas, endereços e documentos públicos sem reduzir o país a uma única imagem.

CIA World Factbook — Costa do Marfim
Informações essenciaisadministrative centre

Capital oficial

Yamoussoukro; Abidjan é o centro econômico

Yamoussoukro é a capital constitucional e possui grandes edifícios estatais. Ministérios, finanças, indústria e instituições internacionais continuam fortemente concentrados em Abidjan.

Nomes oficiais e termos administrativos facilitam a interpretação de mapas, endereços e documentos públicos sem reduzir o país a uma única imagem.

CIA World Factbook — Costa do Marfim
Informações essenciaisOficial e uso cotidiano

Idiomas

Francês oficial; incluindo dioula, baoulé, bété e senufo

O francês predomina no Estado e na educação, enquanto o dioula é amplamente usado como língua de comércio. Os idiomas locais continuam essenciais para a família e a identidade regional.

Nomes oficiais e termos administrativos facilitam a interpretação de mapas, endereços e documentos públicos sem reduzir o país a uma única imagem.

CIA World Factbook — Costa do Marfim
Informações essenciaisBasic practical information

Moeda, horário e código do país

Franco CFA da África Ocidental (XOF) · UTC+0 · +225

Informações básicas úteis para pagamentos, compromissos e comunicação internacional.

Nomes oficiais e termos administrativos facilitam a interpretação de mapas, endereços e documentos públicos sem reduzir o país a uma única imagem.

CIA World Factbook — Costa do Marfim
Informações essenciaisAdministrative division

Divisão administrativa

14 distritos, dos quais 2 são autônomos

Doze distritos são complementados pelos distritos autônomos de Abidjan e Yamoussoukro. A população e a economia estão fortemente concentradas no sul.

Nomes oficiais e termos administrativos facilitam a interpretação de mapas, endereços e documentos públicos sem reduzir o país a uma única imagem.

CIA World Factbook — Costa do Marfim
Informações essenciaisPolitical system

Forma de governo

república presidencialista

O presidente é eleito diretamente e o parlamento tem duas câmaras. Crescimento e estabilização vieram após guerras civis, mas os direitos fundiários continuam sensíveis.

Nomes oficiais e termos administrativos facilitam a interpretação de mapas, endereços e documentos públicos sem reduzir o país a uma única imagem.

CIA World Factbook — Costa do Marfim

6 fatos principais

Geografia

Área, relevo, águas, litoral e posição regional.

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GeografiaBanco Mundial, 2023

Área

322.463 km²

A área terrestre da Costa do Marfim na série de referência utilizada é de 322.463 km².

Em viagens reais, o relevo, as chuvas e as condições das estradas costumam ser mais importantes do que a distância em linha reta.

Banco Mundial — dados da Costa do Marfim
GeografiaGeografia

Lagoas costeiras

Bancos de areia e lagoas formam portos naturais ao redor de Abidjan e Grand-Bassam.

Pontes e canais são cruciais para o trânsito.

Em viagens reais, o relevo, as chuvas e as condições das estradas costumam ser mais importantes do que a distância em linha reta.

Encyclopaedia Britannica — Costa do Marfim
GeografiaGeografia

Área florestal do sul

Zonas úmidas sustentam cacau, borracha, óleo de palma e grandes cidades.

A agricultura substituiu grande parte da floresta original.

Em viagens reais, o relevo, as chuvas e as condições das estradas costumam ser mais importantes do que a distância em linha reta.

Banco Mundial — panorama do país: Costa do Marfim
GeografiaGeografia

Zona central de transição

A floresta dá lugar à savana ao redor de Yamoussoukro e Bouaké.

A zona é um importante corredor norte-sul.

Em viagens reais, o relevo, as chuvas e as condições das estradas costumam ser mais importantes do que a distância em linha reta.

UNESCO — Patrimônio Mundial na Costa do Marfim
GeografiaGeografia

Savana do norte

A paisagem mais seca sustenta algodão, castanha de caju e pecuária.

A estação chuvosa e a segurança no Sahel influenciam as rotas.

Em viagens reais, o relevo, as chuvas e as condições das estradas costumam ser mais importantes do que a distância em linha reta.

CIA World Factbook — Costa do Marfim
GeografiaGeografia

Monte Nimba e montanhas ocidentais

As terras altas ao longo da Guiné e da Libéria contêm biodiversidade excepcional.

O relevo e as chuvas tornam o acesso exigente.

Em viagens reais, o relevo, as chuvas e as condições das estradas costumam ser mais importantes do que a distância em linha reta.

Ramsar — áreas úmidas na Costa do Marfim

6 fatos principais

Natureza e meio ambiente

Ecossistemas, áreas protegidas, espécies e pressões ambientais.

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Natureza e meio ambienteNatureza e meio ambiente

Taï

Um grande remanescente de floresta tropical de baixa altitude da África Ocidental protege primatas e elefantes-da-floresta.

A pressão agrícola nas bordas continua alta.

A proteção legal, por si só, não garante conservação nem acesso irrestrito; a estação do ano, a gestão e as regras locais continuam relevantes.

Banco Mundial — panorama do país: Costa do Marfim
Natureza e meio ambienteNatureza e meio ambiente

Comoé

Savana, faixas de floresta e o rio formam um dos maiores parques da África Ocidental.

O valor ecológico independe das atuais restrições de viagem.

A proteção legal, por si só, não garante conservação nem acesso irrestrito; a estação do ano, a gestão e as regras locais continuam relevantes.

UNESCO — Patrimônio Mundial na Costa do Marfim
Natureza e meio ambienteNatureza e meio ambiente

Monte Nimba

O maciço fronteiriço abriga espécies endêmicas e solos ricos em metais.

Interesses minerários e proteção precisam ser rigorosamente equilibrados.

A proteção legal, por si só, não garante conservação nem acesso irrestrito; a estação do ano, a gestão e as regras locais continuam relevantes.

CIA World Factbook — Costa do Marfim
Natureza e meio ambienteNatureza e meio ambiente

Ilhas Ehotilé

Manguezais e ilhas lagunares sustentam a pesca, as aves e a história local.

O acesso por barco depende da maré.

A proteção legal, por si só, não garante conservação nem acesso irrestrito; a estação do ano, a gestão e as regras locais continuam relevantes.

Ramsar — áreas úmidas na Costa do Marfim
Natureza e meio ambienteNatureza e meio ambiente

Chimpanzé

Populações da África Ocidental vivem principalmente nos remanescentes florestais do oeste.

A conectividade do habitat e o controle da caça são essenciais.

A proteção legal, por si só, não garante conservação nem acesso irrestrito; a estação do ano, a gestão e as regras locais continuam relevantes.

Banco Mundial — dados da Costa do Marfim
Natureza e meio ambienteNatureza e meio ambiente

Erosão costeira

Ondas e redução de sedimentos afetam praias e assentamentos.

Obras rígidas de defesa costeira às vezes deslocam os problemas ao longo da costa.

A proteção legal, por si só, não garante conservação nem acesso irrestrito; a estação do ano, a gestão e as regras locais continuam relevantes.

Encyclopaedia Britannica — Costa do Marfim

6 fatos principais

População e sociedade

População, povoamento, idiomas, educação e saúde pública.

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População e sociedadeBanco Mundial, 2025

População

cerca de 32,7 milhões

A série utilizada estima a população em aproximadamente 32,7 milhões.

As médias nacionais podem ocultar grandes diferenças entre regiões, cidades, comunidades rurais, faixas etárias e níveis de renda.

Banco Mundial — dados da Costa do Marfim
População e sociedadeBanco Mundial, 2025

Crescimento populacional

2,5 % ao ano

A variação anual afeta diretamente a demanda por moradia, escolas, saúde, trabalho e transporte.

As médias nacionais podem ocultar grandes diferenças entre regiões, cidades, comunidades rurais, faixas etárias e níveis de renda.

Banco Mundial — dados da Costa do Marfim
População e sociedadeBanco Mundial, 2024

Expectativa de vida

cerca de 61 anos

Esse indicador reúne condições de saúde e acesso a serviços básicos, mas não revela plenamente as diferenças internas.

As médias nacionais podem ocultar grandes diferenças entre regiões, cidades, comunidades rurais, faixas etárias e níveis de renda.

Banco Mundial — dados da Costa do Marfim
População e sociedadeSociedade

Forte imigração

Trabalhadores de países vizinhos sustentaram a agricultura e as cidades por décadas.

Cidadania e direitos fundiários, portanto, tornaram-se temas políticos centrais.

As médias nacionais podem ocultar grandes diferenças entre regiões, cidades, comunidades rurais, faixas etárias e níveis de renda.

UNESCO — Patrimônio Mundial na Costa do Marfim
População e sociedadeSociedade

Metrópole de Abidjan

A maior cidade atrai pessoas de todo o país e da região.

Condições de vida, mobilidade e inundações variam muito entre os municípios.

As médias nacionais podem ocultar grandes diferenças entre regiões, cidades, comunidades rurais, faixas etárias e níveis de renda.

CIA World Factbook — Costa do Marfim
População e sociedadeSociedade

Mistura religiosa

Islamismo, cristianismo e tradições locais coexistem, inclusive dentro das famílias.

Padrões regionais são visíveis, mas não absolutos.

As médias nacionais podem ocultar grandes diferenças entre regiões, cidades, comunidades rurais, faixas etárias e níveis de renda.

Ramsar — áreas úmidas na Costa do Marfim

6 fatos principais

Economia

Produção, emprego, comércio, finanças públicas e desenvolvimento.

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EconomiaBanco Mundial, 2025

Produto interno bruto

cerca de 100 bilhões de dólares dos EUA

O PIB nominal foi estimado em aproximadamente US$ 100 bilhões no ano de referência.

O tamanho de um setor deve ser analisado em conjunto com emprego, preços, importações, processamento local e distribuição de renda.

Banco Mundial — dados da Costa do Marfim
EconomiaBanco Mundial, 2025

Crescimento econômico

6,5 %

A variação real anual do PIB deve ser analisada em conjunto com inflação, crescimento populacional e estrutura econômica.

O tamanho de um setor deve ser analisado em conjunto com emprego, preços, importações, processamento local e distribuição de renda.

Banco Mundial — dados da Costa do Marfim
EconomiaEconomia

Cacau

A Costa do Marfim é a maior produtora de cacau do mundo.

Renda dos agricultores, trabalho infantil, doenças e desmatamento continuam sendo questões da cadeia produtiva.

O tamanho de um setor deve ser analisado em conjunto com emprego, preços, importações, processamento local e distribuição de renda.

CIA World Factbook — Costa do Marfim
EconomiaEconomia

Caju

Produtores do norte também estão tornando o país um participante global no mercado de castanha de caju in natura.

Maior processamento local poderia gerar empregos.

O tamanho de um setor deve ser analisado em conjunto com emprego, preços, importações, processamento local e distribuição de renda.

Ramsar — áreas úmidas na Costa do Marfim
EconomiaEconomia

Portos

Abidjan e San-Pédro atendem ao mercado interno e aos Estados do Sahel.

O trânsito é sensível à segurança nas fronteiras e à capacidade ferroviária ou rodoviária.

O tamanho de um setor deve ser analisado em conjunto com emprego, preços, importações, processamento local e distribuição de renda.

Banco Mundial — dados da Costa do Marfim
EconomiaEconomia

Indústria e serviços

Processamento de alimentos, construção, telecomunicações e finanças sustentam o rápido crescimento.

A concentração em Abidjan aumenta as diferenças regionais.

O tamanho de um setor deve ser analisado em conjunto com emprego, preços, importações, processamento local e distribuição de renda.

Encyclopaedia Britannica — Costa do Marfim

6 fatos principais

Infraestrutura e conectividade digital

Eletricidade, telecomunicações, portos, aeroportos e transporte interno.

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Infraestrutura e conectividade digitalBanco Mundial, 2024

Acesso à eletricidade

72 % da população

O conjunto internacional de dados citado estima o acesso em 72 %; esse valor não indica a confiabilidade do fornecimento.

A existência de uma rede não garante acesso contínuo, acessível ou geograficamente uniforme aos seus serviços.

Banco Mundial — dados da Costa do Marfim
Infraestrutura e conectividade digitalBanco Mundial, 2024

Uso da internet

46 % da população

No ano mais recente coberto pela série citada, 46 % da população usava a internet.

A existência de uma rede não garante acesso contínuo, acessível ou geograficamente uniforme aos seus serviços.

Banco Mundial — dados da Costa do Marfim
Infraestrutura e conectividade digitalInfraestrutura

Porto de Abidjan

O Canal de Vridi dá à lagoa acesso a embarcações oceânicas.

A expansão dos contêineres reforça o papel regional.

A existência de uma rede não garante acesso contínuo, acessível ou geograficamente uniforme aos seus serviços.

Ramsar — áreas úmidas na Costa do Marfim
Infraestrutura e conectividade digitalInfraestrutura

Linha Abidjan–Ouagadougou

A linha conecta a costa, Bouaké e Burkina Faso.

O transporte de cargas e a manutenção determinam o futuro do transporte de passageiros.

A existência de uma rede não garante acesso contínuo, acessível ou geograficamente uniforme aos seus serviços.

Banco Mundial — dados da Costa do Marfim
Infraestrutura e conectividade digitalInfraestrutura

Entroncamento rodoviário

Rodovias e pontes conectam Abidjan aos corredores nacionais.

Os congestionamentos urbanos continuam intensos apesar da nova infraestrutura.

A existência de uma rede não garante acesso contínuo, acessível ou geograficamente uniforme aos seus serviços.

Encyclopaedia Britannica — Costa do Marfim
Infraestrutura e conectividade digitalInfraestrutura

Exportações de eletricidade

Usinas a gás e hidrelétricas também fornecem energia a países vizinhos.

O crescimento da demanda e as perdas na rede exigem investimento contínuo.

A existência de uma rede não garante acesso contínuo, acessível ou geograficamente uniforme aos seus serviços.

Banco Mundial — panorama do país: Costa do Marfim

6 fatos principais

Viagens e destinos

Cidades, paisagens, patrimônio e condições práticas no local.

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Viagens e destinosViagens

Abidjan

Plateau, Treichville, Cocody, mercados e arte mostram uma grande metrópole da África Ocidental.

Lagoas e trânsito tornam essencial o planejamento de rotas.

Transporte, autorizações, clima e orientações oficiais de viagem devem ser verificados novamente pouco antes da partida.

Banco Mundial — dados da Costa do Marfim
Viagens e destinosViagens

Grand-Bassam

Edifícios coloniais e a história nzima coexistem nessa cidade costeira.

O patrimônio precisa ser interpretado em conjunto com o colonialismo e a erosão.

Transporte, autorizações, clima e orientações oficiais de viagem devem ser verificados novamente pouco antes da partida.

Encyclopaedia Britannica — Costa do Marfim
Viagens e destinosViagens

Yamoussoukro

A basílica, avenidas largas e edifícios estatais mostram um planejamento monumental da capital.

A cidade é muito mais tranquila que Abidjan.

Transporte, autorizações, clima e orientações oficiais de viagem devem ser verificados novamente pouco antes da partida.

Banco Mundial — panorama do país: Costa do Marfim
Viagens e destinosViagens

Man

Montanhas, cachoeiras e a cultura dan dão ao oeste uma paisagem diferente.

A chuva e a qualidade das estradas determinam o acesso.

Transporte, autorizações, clima e orientações oficiais de viagem devem ser verificados novamente pouco antes da partida.

UNESCO — Patrimônio Mundial na Costa do Marfim
Viagens e destinosViagens

Korhogo

Mercados, artesanato e herança senufo formam o centro do norte.

Mais ao norte, parte da região está sob recomendações severas de viagem.

Transporte, autorizações, clima e orientações oficiais de viagem devem ser verificados novamente pouco antes da partida.

CIA World Factbook — Costa do Marfim
Viagens e destinosViagens

Região de Taï

Floresta tropical e vilarejos ficam ao redor de um parque ecologicamente importante.

Permissões, guias e estações do ano são decisivos.

Transporte, autorizações, clima e orientações oficiais de viagem devem ser verificados novamente pouco antes da partida.

Ramsar — áreas úmidas na Costa do Marfim

6 fatos principais

Cultura e cotidiano

Patrimônio vivo, alimentação, música, saberes e costumes sociais.

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Cultura e cotidianoCultura

Coupé-décalé

O gênero surgiu entre Abidjan e a diáspora e conecta dança, moda e música eletrônica.

Também é uma forma de autoapresentação urbana.

A cultura viva pertence antes de tudo às comunidades que a preservam e a transformam, e não ao marketing turístico.

Encyclopaedia Britannica — Costa do Marfim
Cultura e cotidianoCultura

Reggae

Artistas marfinenses transformaram o reggae em um meio local político e multilíngue.

Abidjan é um centro musical regional.

A cultura viva pertence antes de tudo às comunidades que a preservam e a transformam, e não ao marketing turístico.

Banco Mundial — panorama do país: Costa do Marfim
Cultura e cotidianoCultura

Tradições de máscaras

Comunidades dan, guro, baoulé e senufo têm seus próprios sistemas rituais.

Um nome coletivo nacional oculta diferenças importantes.

A cultura viva pertence antes de tudo às comunidades que a preservam e a transformam, e não ao marketing turístico.

UNESCO — Patrimônio Mundial na Costa do Marfim
Cultura e cotidianoCultura

Culinária

Attiéké, alloco, kedjenou, peixe e molhos de amendoim variam conforme a região.

Comida de rua e hábitos alimentares familiares influenciam-se mutuamente.

A cultura viva pertence antes de tudo às comunidades que a preservam e a transformam, e não ao marketing turístico.

CIA World Factbook — Costa do Marfim
Cultura e cotidianoCultura

Arte da tecelagem

A tecelagem baoulé e o tecido de Korhogo têm técnicas e linguagens visuais diferentes.

A demanda turística muda a produção, mas pode gerar renda.

A cultura viva pertence antes de tudo às comunidades que a preservam e a transformam, e não ao marketing turístico.

Ramsar — áreas úmidas na Costa do Marfim
Cultura e cotidianoCultura

Nouchi

A fala coloquial urbana mistura francês com idiomas marfinenses e novas palavras.

Música e redes sociais aceleram a mudança.

A cultura viva pertence antes de tudo às comunidades que a preservam e a transformam, e não ao marketing turístico.

Banco Mundial — dados da Costa do Marfim

6 períodos

Momentos marcantes da história

Uma breve cronologia de processos importantes para compreender o país hoje.

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  1. Sociedades regionais

    Comunidades akan, kru, mandé e gur construíram ordens políticas diversas.

  2. Comércio atlântico e interno

    Contatos costeiros e rotas de savana transformaram a economia e o poder.

  3. Colônia francesa

    Agricultura de plantation, trabalho forçado e infraestrutura voltaram a estruturar o espaço.

  4. Houphouët-Boigny

    O cacau e a estabilidade política trouxeram crescimento ao lado de forte centralização.

  5. Golpes de Estado, divisão e guerras civis

    Conflitos por cidadania, terra e eleições dividiram o país.

  6. Reconstrução e crescimento

    Infraestrutura e economia cresceram, enquanto reconciliação e competição política permaneceram questões em aberto.

8 fontes principais

Fontes e limitações dos dados

Bancos de dados oficiais e obras de referência consolidadas usados para compilar este bloco de país em português do Brasil.

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Os números podem divergir devido a revisões, métodos nacionais e mudanças rápidas. Por isso, o ano de referência é indicado para cada indicador variável.

Acesso, saúde, transporte, segurança e acessibilidade de lugares específicos podem mudar. Consulte informações oficiais pouco antes da partida.