A Europa Oriental está repentinamente roubando a cena no turismo para 2026. De acordo com o Kayak, sete dos dez destinos mais procurados estão nessa região. As buscas por voos para Praga aumentaram cerca de 180% e para Sófia, aproximadamente 136%, em comparação com o ano passado. Os viajantes estão buscando experiências mais autênticas e acessíveis, longe das capitais ocidentais lotadas. De fato, 55% dos turistas do mundo todo afirmam estar buscando ativamente destinos de nicho, com mais de um em cada dez priorizando... sem multidão viagens. Esses números contam uma história clara: o cansaço da Europa Ocidental é real, e o verdadeiro crescimento está acontecendo no leste.
As companhias aéreas estão adicionando rotas sem escalas e os órgãos de turismo estão promovendo uma autenticidade fora do comum, fazendo com que as capitais do Leste Europeu atraiam cada vez mais visitantes. Por exemplo, Vilnius foi considerada o destino europeu de crescimento mais rápido para 2026, com um aumento de 21% nas buscas no Barômetro Mundial do Turismo da ONU. Eglė Girdzijauskaitė, diretora da Go Vilnius, observa que a superlotação e a poluição estão levando os turistas a buscarem “alternativas fora do comum, com menos aglomeração, mas muita autenticidade”. Em resumo, o Leste Europeu oferece uma pausa revigorante das multidões ocidentais sem sacrificar o charme ou a história.
No início de 2026, essas tendências são mais do que simples dados — elas estão remodelando os planos de viagem. Este guia explora dez cidades e países em ascensão, explicando por que cada um está em alta agora, o que visitar e como viajar de forma inteligente. Combinamos estatísticas atuais e conhecimento local, desde orçamentos diários até dicas sobre vistos, para que você possa planejar uma aventura sem estresse. Fuja das multidões e descubra a Europa Oriental com um novo olhar.
| Destino | Orçamento diário (USD) | Segurança | Nível de multidão | Melhor para | UE / Espaço Schengen |
|---|---|---|---|---|---|
| República Tcheca (Praga) | $45–80 | Alto | Moderado a Alto | História medieval, cerveja | Sim / Sim |
| Hungria (Budapeste) | $40–70 | Alto | Moderado | Termas, arquitetura | Sim / Sim |
| Croácia (Costa da Dalmácia) | $60–90 | Alto | Alto (costa) | Praias, ilhas, parques nacionais | Sim / Sim |
| Eslovênia (Lago Bled) | $ 55–85 | Muito alto | Baixo | Natureza alpina, aventura | Sim / Sim |
| Grécia (Atenas e Ilhas) | $60–100 | Alto | Alto (ilhas) | Sítios arqueológicos, ilhas | Sim / Sim |
| Romênia (Transilvânia) | $ 35–55 | Alto | Baixo | Castelos, cultura rural | Sim / Não |
| Estônia (Tallinn) | $40–65 | Muito alto | Baixo | Charme medieval, tecnologia | Sim / Sim |
| Bósnia e Herzegovina | $30–50 | Moderado a Alto | Muito baixo | História, cultura | Não, não. |
| Moldávia (Chisinau) | $ 25–40 | Moderado | Muito baixo | Enoturismo, fora da rede elétrica | Não, não. |
| Bielorrússia (Minsk) | $30–50 | Variável | Muito baixo | História soviética, florestas | Não, não. |
A popularidade de Praga disparou em 2026: o Kayak relata um aumento de aproximadamente 180% nas buscas por voos em comparação com o ano anterior. O charme da capital tcheca reside em seu centro histórico medieval, Patrimônio Mundial da UNESCO, que abriga o relógio astronômico em funcionamento mais antigo do mundo, seu complexo de castelos no topo de uma colina e a cerveja famosa por seus preços baixos. Em Praga, meio litro de Pilsner nacional custa em média apenas US$ 1,06 — um dos preços mais baixos da Europa. Esses valores (além dos novos voos diretos partindo de hubs nos EUA) fazem de Praga uma alternativa acessível às capitais ocidentais mais caras. Os viajantes adoram a possibilidade de passear pelas ruas góticas o dia todo e terminar a noite em um pub tradicional com uma cerveja por € 2. Mesmo além de Praga, a experiência tcheca é rica: passeios de um dia para a cidade castelo de conto de fadas de Český Krumlov ou para cidades termais como Karlovy Vary oferecem uma variedade cultural.
Budapeste continua sendo uma das joias da coroa da Europa Oriental. O interesse pela cidade aumentou cerca de 90% nas buscas recentes, à medida que os viajantes redescobrem sua mistura de grandeza histórica e energia jovem. A cidade se estende às margens do Danúbio, com as colinas coroadas pelo castelo de Buda a oeste e as grandes avenidas de Peste a leste. Seus famosos banhos termais (como o Széchenyi e o Gellért) e seus singulares bares em ruínas (bares instalados em prédios antigos e pátios restaurados) contribuem para seu charme. Mesmo sem pandemias, o equilíbrio entre arquitetura, vida noturna e preços acessíveis de Budapeste já atraía visitantes há tempos. Agora, novos voos e opções de passeios tornam ainda mais fácil incluir Budapeste em um roteiro pela Europa.
As águas turquesas do Adriático e as cidades históricas da Croácia sempre atraíram multidões (especialmente para Dubrovnik e as ilhas da Dalmácia). Em 2026, muitos viajantes que antes faziam fila nas muralhas de Dubrovnik estão explorando costas menos visitadas. Cidades como Split, Zadar e Rijeka estão em ascensão por sua combinação de cultura e custo acessível. E os passeios de ferry entre as ilhas oferecem ruínas de castelos e grutas marinhas com muito menos turistas do que Santorini ou a Costa Amalfitana. Se a Croácia lhe parece familiar, considere o período e o roteiro para evitar a alta temporada: viaje no final da primavera ou em setembro para fugir das multidões do verão e dos navios de cruzeiro.
As águas turquesas do Adriático e as cidades históricas da Croácia sempre atraíram multidões (especialmente para Dubrovnik e as ilhas da Dalmácia). Em 2026, muitos viajantes que antes faziam fila nas muralhas de Dubrovnik estão explorando costas menos visitadas. Cidades como Split, Zadar e Rijeka estão em ascensão por sua combinação de cultura e custo acessível. E os passeios de ferry entre as ilhas oferecem ruínas de castelos e grutas marinhas com muito menos turistas do que Santorini ou a Costa Amalfitana. Se a Croácia lhe parece familiar, considere o período e o roteiro para evitar a alta temporada: viaje no final da primavera ou em setembro para fugir das multidões do verão e dos navios de cruzeiro.
A Grécia é frequentemente classificada como parte do sul da Europa, mas em um ano dominado por destinos do leste, suas terras altas e lugares menos conhecidos merecem destaque. Atenas, por exemplo, está passando por um renascimento cultural: além do Partenon, encontre arte de rua vibrante, um cenário crescente de cervejarias artesanais e novos museus modernos em prédios industriais reformados. De forma mais discreta, a Grécia oferece um ótimo custo-benefício ao se afastar das ilhas superlotadas. Por exemplo, as joias das Cíclades, Naxos e Milos, oferecem beleza natural e praias do Mar Egeu com uma fração da multidão de Santorini. No continente, maravilhe-se com os mosteiros no topo das montanhas de Meteora (Patrimônio Mundial da UNESCO) ou explore as ruínas do Peloponeso (Micenas, Epidauro) em quase total tranquilidade. É importante ressaltar que a temporada turística aqui vai de abril a outubro, então você geralmente pode nadar em maio ou no final de setembro, evitando o calor e o pico turístico de julho e agosto.
O encanto da Romênia muitas vezes surpreende quem a visita pela primeira vez. Além da lenda do Drácula no Castelo de Bran, encontra-se uma terra de tradições rurais bem preservadas e paisagens deslumbrantes. As igrejas saxônicas fortificadas da Transilvânia (mais de 150 ainda existem da época medieval) oferecem um vislumbre da vida rural ainda intacta. Em Brașov e Sibiu, você encontrará charmosas praças góticas e mercados animados. Aventure-se pelo interior remoto. Maramureș Colinas com igrejas de madeira e aldeias rurais que permanecem inalteradas desde a Idade Média. Até mesmo a Bucareste, situada na zona baixa, tem seu próprio charme: uma mistura peculiar de avenidas da era comunista (como o colossal Palácio do Parlamento) e um centro histórico vibrante, repleto de cafés e bares. Acrescente a isso o Delta do Danúbio — a maior área de preservação ambiental da Europa — ideal para observação de aves em passeios de barco, e você terá um roteiro rico que poucos turistas percorrem por completo.
Tallinn costuma surpreender os visitantes por sua mistura de medieval e ultramodernidade. Seu centro histórico, Patrimônio Mundial da UNESCO (com suas ruas de paralelepípedos, torres e igrejas), é um dos mais bem preservados da Europa. Ao mesmo tempo, a Estônia lidera o mundo em governança digital – pagar impostos, abrir empresas e até votar online são práticas comuns por aqui. Viajantes antenados em tecnologia apreciarão o Wi-Fi público gratuito em toda Tallinn e o primeiro programa de “e-residência” do mundo. Mas não deixe de explorar os encantos fora das telas: o Museu Naval do Porto de Hidroaviões ou o moderno bairro de Kalamaja, com suas antigas casas de madeira transformadas em cafés. Fora da capital, o pequeno tamanho da Estônia facilita uma viagem por vários países do Báltico. Alugue um carro e dirija para o sul, explorando as florestas e trilhas pantanosas do Parque Nacional de Lahemaa, ou pegue uma balsa para a ilha de Saaremaa para conhecer faróis e igrejas medievais.
A Bósnia e Herzegovina combina Oriente e Ocidente em um país compacto. Sarajevo, sua capital, foi descrita como "o ponto de encontro das civilizações" — mesquitas otomanas convivem com a arquitetura austro-húngara. Lá, experimente o ćevapi (carne grelhada) e um café bósnio forte servido em uma pequena cafeteira de cobre. A apenas duas horas ao sul, a Ponte Velha (Stari Most), restaurada e da era otomana em Mostar, é o símbolo do país: um arco de pedra sobre o rio Neretva, de águas verde-esmeralda. A história da guerra ainda faz parte da narrativa turística, com museus e passeios a pé que explicam o cerco da década de 1990, mas os visitantes observam que a realidade cotidiana é pacífica e comovente. Um ponto importante para viajantes com orçamento limitado é que a Bósnia é um dos países mais baratos da Europa para se visitar. Espere encontrar refeições locais por US$ 5 a US$ 8 e diárias em albergues por menos de US$ 15.
A Moldávia é o exemplo perfeito de um país do Leste Europeu isolado: uma nação predominantemente agrícola onde tradições ancestrais se encontram com relíquias soviéticas. É plana e bucólica, mas com uma atração imperdível: os vinhedos. A maior adega do mundo fica em Mileștii Mici (com mais de 200 km de adegas). Uma degustação guiada lá ou em Cricova (cujos pátios ensolarados podem até ser percorridos de carro) é inesquecível e muito acessível. A capital da Moldávia, Chișinău, tem belos parques e o grandioso Arco do Triunfo, embora não tenha a agitação de uma grande cidade (seu charme reside no ritmo tranquilo). Não deixe de explorar o interior. Velho Orhei Complexo: um mosteiro rupestre agarrado a penhascos calcários acima do rio Răut. É um passeio de um dia particularmente evocativo. Uma observação importante: dirija com cuidado. As estradas são razoáveis, mas a sinalização rural pode ser escassa fora das cidades.
A Bielorrússia é a entrada mais controversa aqui. Oferece história e natureza únicas, mas requer um planejamento cuidadoso. Minsk, sua capital, é uma vitrine da arquitetura monumental soviética e de amplos bulevares. A Cidade Alta reconstruída tem bares aconchegantes e arte de rua em meio a edifícios em tons rosados. Fora de Minsk, a Bielorrússia guarda tesouros inesperados: a Floresta de Białowieża (compartilhada com a Polônia) é a última floresta primária da Europa (Patrimônio Mundial da UNESCO). Os elegantes castelos de Mir e Nesvizh (também Patrimônio Mundial da UNESCO) exibem um passado grandioso. Mas: nota importante sobre viagens—A maioria dos países recomenda cautela. A partir de meados de 2025, Belarus exigirá visto para a maioria dos visitantes ocidentais (a única entrada sem visto é por meio de um programa especial de 5 dias em Minsk para algumas nacionalidades). Consulte sempre as recomendações de viagem do seu governo para obter as informações mais recentes e evite as regiões fronteiriças caso as tensões aumentem.
Observação: Consulte os avisos de viagem atuais antes de planejar qualquer viagem à Bielorrússia. Os requisitos de entrada e as condições de segurança podem mudar rapidamente.
Combinando essas dicas de planejamento com os guias de destino acima, você estará pronto para explorar a Europa Oriental com confiança. Cada país oferece seu próprio ritmo e surpresas – o segredo é equilibrar os pontos turísticos imperdíveis com a liberdade de descobrir o cotidiano dos moradores locais.
A mistura de história, cultura e paisagens intocadas da Europa Oriental está atraindo viajantes exigentes, afastando-os das capitais normalmente lotadas. Dos imponentes castelos de Praga aos reinos vinícolas subterrâneos da Moldávia, cada um dos dez destinos acima oferece seu próprio charme único. Nossas análises são fundamentadas em dados reais de 2026 – como o aumento de 180% no interesse por Praga – e em conhecimento local, para que você tenha uma visão realista do que esperar.
A esta altura, já está claro que o encanto da região reside na autenticidade, nos preços acessíveis e no espaço para explorar. Isso não significa apenas preços mais baixos (embora essa seja uma grande vantagem); significa também a oportunidade de ver grandes praças medievais sem se espremer entre as pessoas, trocar histórias com moradores não acostumados com turistas e planejar roteiros de trem ou mapas rodoviários em vez de seguir ônibus de turismo.
A rica tapeçaria da Europa Oriental — de termas a geleiras, de monumentos soviéticos a aldeias Patrimônio Mundial da UNESCO — está à sua espera. As tendências e citações que compartilhamos mostram que uma viagem inteligente e bem planejada pode evitar as armadilhas do turismo de massa. Munido dessas informações e dicas práticas, você pode criar um roteiro que combine com seus interesses — seja caminhando por trilhas alpinas na Eslovênia, saboreando vinho quente em uma aldeia bósnia ou percorrendo estradas romanas na Sérvia.
Acima de tudo, viaje com curiosidade e respeito. Pequenos gestos de compreensão cultural (aprender uma frase, experimentar os sabores locais) contribuem muito para uma conexão genuína. Com menos turistas e custos mais baixos, a Europa Oriental convida você a desacelerar e aproveitar ao máximo os lugares que visita.
Com a expansão das rotas aéreas e do Wi-Fi para este canto do mundo, agora é o momento perfeito para se aventurar pelo leste. A Europa Oriental em 2026 não é apenas uma fuga dos roteiros turísticos tradicionais – é uma oportunidade de ver o passado e o presente da Europa se encontrarem de maneiras fascinantes. Prepare-se para a história se revelar, para castelos e catedrais que o surpreenderão e para a calorosa hospitalidade do leste. Sua autêntica aventura europeia o aguarda.